pudesse eu agarrar o tempo...
não deixar de saber as coisas dos nossos dias frágeis
levar comigo a vastidão que o teu olhar encerra,
descobrir as coisas que necessitamos de saber
e perpetuar pela imensidão os infinitos momentos fugazes de redenção.
pudesse eu tomar tuas memórias...
acariciar embevecido teus pedaços de eternidade
ouvir as vozes das crianças que já foram...
pintar de tempo as tuas alegrias.
contemplarmos juntos a glória que nos visitará
regando esta ternura feita de imenso.
percebermos a vastidão das coisas, que chegam quase a não caber...
possa eu, tomado de eterno,
pugnar em constantes afagos de cetim...
...tolhido por um manancial que encena claridade
e, contigo, repousar enlevado na história que contarmos
percorrendo um caminho feito de rosas de água... pelos enigmas da fantasia.
© nelson l brites, 2002 |